
- Mas, Douradinha, será que meus pais não vão ficar zangados comigo? Afinal, saí de casa sem avisá-los.
- Pode ser que fiquem, mas eles o amam e vão compreendê-lo.É um bom filho, um bom irmão e um netinho muito amoroso. Estava confuso e triste, por isso agiu sem pensar. E além do mais, todos os perigos porque passou o tornaram mais corajoso. E eles vão ficar contentes com isso. Agora, meu amiguinho, nunca se esqueça de uma coisa: o conhecimento, o dom, só faz sentido quando pudermos passá-lo ao maior número de pessoas, no seu caso, de grilinhos. Vá e seja feliz!
- É uma pena que não conseguirei chegar a tempo para o jantar, estou com muita fome!
- Nisso eu posso ajudá-lo! – e, antes de partir voando entre as árvores, apontou sua varinha mágica para o grilinho e disse:
Forças serenas do céu,
Brilho da lua e do mar,
Faça esse pequeno grilinho,
Chegar a tempo para o jantar!
Brilho da lua e do mar,
Faça esse pequeno grilinho,
Chegar a tempo para o jantar!
A família de Onofre o recebeu com grande festa e seu pai, emocionado, o levou até a praça principal para mostrá-lo aos vizinhos. Sensibilizados pela alegria desse reencontro, os grilos esqueceram de qualquer desavença e comprenderam que mais valia um grilhinho desafinado do que um desaparecido. Onofre, feliz por estar de volta se dirigiu até o centro da praça e desatou a cantar uma bela canção. Os grilos, não acreditando no que estavam ouvindo, mal piscavam. Quando Onofre terminou, ouviu-se aplausos e assobios. A cidade dos grilos nunca mais foi a mesma. Todos ficaram encantados com a linda voz do antigo grilinho desafinado. Onofre se tornou o maior cantor de todos os tempos, orgulhando sua família e amigos e, junto com Dona Mariquinha, que havia regressado à colônia por que achou uma bobagem ter partido, abriu uma nova escola para todos que quisessem aprender a cantar com alma, como lhe ensinou sua querida e inesquecível amiga, a fada Douradinha.
FIM
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