CURUMIM

Este blog é dedicado ao universo maravilhoso e às vezes um tanto àrduo da maternidade. Mães, pais, amigos, tios, avós, padrinhos, primos ou simplesmente pessoas que amam crianças e valorizam a infância, estão convidados a sugerir, opinar, discordar, comentar e compartilhar essa experiência.

Peço clemência aos patrulheiros da língua portuguesa pelos erros que virei a cometer e solicito generosamente que vejam além deles.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Casamento



Dia 15 de janeiro fará um ano que me separei. Muitas coisas aconteceram desde então, mas o maior desafio está sendo olhar o mundo sem um parceiro do lado. A gente se acostuma com a presença do outro, compartilha a vida, as questões, os conflitos, os problemas, a educação dos filhos e de repente, nos vimos só. Quando penso em solidão penso que a pior que existe não é aquela que se vivencia sozinha, mas aquela que mesmo acompanhados nos sentirmos absolutamente sós.
O referencial de casamento que tenho é o dos meus pais, Alaydes e Luiz, que ficaram juntos por vinte e sete anos e só se separaram devido a morte prematura de meu pai. Eram muito parceiros e felizes, o que pode trazer algum espanto já que o casamento deles, nos idos dos anos 50, foi "arranjado". Minha mãe dizia que o amor veio com a convivência e depois de sua morte nunca quis se casar novamente. Dizia que tinha nascido para amar apenas um homem. Quase impossível então não ter uma visão positiva e até romântica sobre o assunto. Mas a realidade, o dia a dia é bem diferente. Em meu casamenteo fui muito feliz em vários momentos e em outros fui infeliz e na somatória para não subtrair resolvi dividir, cada um para o seu lado. Ainda assim essa lucidez não me impede de pensar : cara, ele não tá mais aqui. Eu ainda me espanto. Mas assim é a vida e desejo a ele e a mim toda a felicidade que pudermos suportar.
As primeira foto é do casamento de meus pais e a segunda do casamento de meu irmão Nilson 23 anos depois.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal na Avenida Paulista





Fui com os meninos visitar a avenida Paulista enfeitada para o Natal. Apesar de morar pertinho ainda não tinha levado os meninos para ver a decoração deste ano. Adoramos passear na avenida nessa época de Natal, mas em 2010 os organizadores capricharam. Resultado: congestionamento de carros e de pessoas nas calçadas.Gostamos de visitar todos os espaços enfeitados, do prédio do SESI até depois do Conjunto Nacional.

Começamos pelo prédio do Bradesco na esquina da Itapeva com a Paulista. Lá tem uma árvore de Natal linda e todos os enfeites são encantadores. Os seguranças são discretos e não ficam intimidando as pessoas. Depois seguimos para o Trianon. Uma amiga que já havia visitado a Paulista me sugeriu que passássemos repelentes para a visita ao parque e ela estava certa. Assim que entramos comecei a sentir as picadas. Os meninos adoraram as bolas azuis penduradas pelo parque, apesar de alguns espaços estarem meio escuros. Mesmo assim tiramos várias fotos. Depois seguimos para o Banco Itaú Personalité. Além do Papai Noel há, este ano, um grande cachorro de pelúcia que acompanha, com movimentos, as músicas natalinas e ainda há a neve. De espuma, que cai após a cantoria. Crianças e adultos se divertem muito. Depois seguimos para o conjunto Nacional, que tem um lindo presépio. Carneirinhos e até camelos carregando os reis magos estão lá. O Bernardo tirou fotos em cima de um deles. Fez a maior pose, mas acho que estava com um pouco de medo. No final quis até tirar uma foto com o "bichinho". Ainda no Conjunto Nacional passamos em frente a uma loja da Cacau Show e o Bernardo começou a fazer manha dizendo que queria chocolate. Como eu não tinha levado dinheiro dei uma bronca nele e já estávamos indo embora quando um moço que estava na loja veio correndo atrás da gente e entregou uma trufa para cada um de nós. Fiquei surpresa e tocada. Agradecemos a gentileza e desejamos a ele boas festas. Depois pensando no gesto do moço fiquei pensando no tal espírito de Natal e concluí com felicidade que ele existe mesmo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Festa de encerramento escola/Bernardo 2010




Como disse que faria escrevo algumas linhas sobre a festa de encerramento da escola do Bernardo. O tema foi contos de fadas e cada turminha "dançou" um dos contos. A turminha do Bê dançou A Pequena Sereia. Uma fofura. A escola é sempre muito cuidadosa na escolha dos figurinos, da trilha-sonora e do tema que será apresentado, então o resultado não podia ser melhor.
Acho importante essas apresentações, pois ajudam a "marcar" que o final do ano está chegando. A criança não conta o tempo como um adulto e esses eventos contribuem para a construção dessa noção do tempo. São pequenas coisas que vão fazendo ela compreender essa passagem. Percebi que o Bernardo começou a sacar que o Natal estava chegando porque as atividades na apostila estavam acabando, começaram os ensaios para a apresentação no teatro e a escola mandou de volta os materiais que não foram usados este ano. Essa série de acontecimentos o levou a concluir que o Natal estava perto. Simples assim. Mas voltando à apresentação as crianças se sairam muito bem e a platéria também se comportou. Alguns pais mais entusiastas gritavam na hora que apreciam imagens dos filhos no telão, então de vez em quando ouvíamos alguns "lindo" "maravilhosa" parte de uma festa simples, mas bem bonita.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Festa de encerramento da escola do Bernardo

Hoje é a festa de encerramento de 2010 da escola do Bernardo. Meu filho já vai para o último ano da pré-escola. Parece que foi ontem, mas ele tinha cinco meses quando começou a frequentar o "ambiente escolar" . Bem cedo. Sofri muito naquela época, pois o Dominique só foi à escola com dois anos, então pensava que tinha que fazer igual com o Bê. Trabalhei muito isso em terapia, pois achava que estava sendo injusta com ele, mas entendi que era outra época e não tinha alternativa, então parei de sofrer. Ele se adaptou muito bem à escolinha é muito sociável, carinhoso, cuidador e acha que tem que proteger os amiguinhos da sala dos "brigões" ou das "brigonas" da escola. Um barato!
Então, como estava dizendo hoje é dia de festa! Todo final de ano a festa encerramento da escola acontece no Teatro Imprensa. É sempre muito colorido, muitas músicas, danças, apresentações, um pouco de choro dos menores, mas nós pais ficamos muito emocionados e orgulhosos de nossos rebentos. Quando alguma criança se atrapalha com a coreografia a plateia bate palma, incentiva, é tudo muito divertido. Claro que também tem alguns stresses, pais querendo pegar o seu lugar, fotógrafo que atrapalha a visão da platéia, mas a energia é boa e no fim tudo dá certo. Coloco aqui algumas fotos dele do último ano e amanhã colocarei as fotos da festa de hoje. Como é a festa de encerramento da escola de seus filhos, sobrinhos, priminhos ou afilhados. Conte pra gente.

Um abraço,
Zanza

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Diários

Toda vez que demoro para escrever em meu blog sinto como se tivesse hibernado. Ocorre um certo estranhamento com meu próprio diário. É meio esquisito. Mas falando em diário meu filho Dominique, de 11 anos, começou a escrever um. Achei graça em rever nele um hábito que sempre tive e resolvi compartilhar sobre essa nossa característica comum. Sabe o que ele fez? Fez troça de mim: você escrever diário? Não combina com você. Me senti desafiada. Já eram 22h00 e resolvi procurar em meus baús os meus tesouros juvenis. Encontrei três: um que escrevi aos 15 anos, outro aos 17 anos e o último dos três, aos 22 anos. Cheia de satisfação mostrei a ele, que ficou completamente surpreso, principalmente com o diário escrito aos 15 anos. Ele é cheio de corações, desenhos, recortes de artistas, fotos etc. Ele me olhava como se tivesse vendo outra pessoa e tive que explicar que não nasci mãe, me tornei, mas que também tinha sido adolescente, com as coisas boas e ruins que essa fase representava. Ele quis ler o que eu havia escrito e eu autorizei. Demos muitas risadas, ele se reconheceu em alguns comportamentos meus e ainda tive que ouvir: tá vendo você também fazia isso ou se comportava assim. Quando terminamos estávamos exaustos, pois lemos todos os três diários. Foi um momento ótimo, de muitas lembranças e de cumplicidade com meu filho. Noite inesquecível essa.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ausência

Estou de volta! Sempre é assim: começo de bimestre na faculdade é uma loucura, por isso mal tenho tempo de escrever e cuidar de meu blog, mas agora que deu uma acalmada voltarei a essa função deliciosa.

Até breve!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Capítulo Final


- Mas, Douradinha, será que meus pais não vão ficar zangados comigo? Afinal, saí de casa sem avisá-los.
- Pode ser que fiquem, mas eles o amam e vão compreendê-lo.É um bom filho, um bom irmão e um netinho muito amoroso. Estava confuso e triste, por isso agiu sem pensar. E além do mais, todos os perigos porque passou o tornaram mais corajoso. E eles vão ficar contentes com isso. Agora, meu amiguinho, nunca se esqueça de uma coisa: o conhecimento, o dom, só faz sentido quando pudermos passá-lo ao maior número de pessoas, no seu caso, de grilinhos. Vá e seja feliz!
- É uma pena que não conseguirei chegar a tempo para o jantar, estou com muita fome!
- Nisso eu posso ajudá-lo! – e, antes de partir voando entre as árvores, apontou sua varinha mágica para o grilinho e disse:

Forças serenas do céu,
Brilho da lua e do mar,
Faça esse pequeno grilinho,
Chegar a tempo para o jantar!

A família de Onofre o recebeu com grande festa e seu pai, emocionado, o levou até a praça principal para mostrá-lo aos vizinhos. Sensibilizados pela alegria desse reencontro, os grilos esqueceram de qualquer desavença e comprenderam que mais valia um grilhinho desafinado do que um desaparecido. Onofre, feliz por estar de volta se dirigiu até o centro da praça e desatou a cantar uma bela canção. Os grilos, não acreditando no que estavam ouvindo, mal piscavam. Quando Onofre terminou, ouviu-se aplausos e assobios. A cidade dos grilos nunca mais foi a mesma. Todos ficaram encantados com a linda voz do antigo grilinho desafinado. Onofre se tornou o maior cantor de todos os tempos, orgulhando sua família e amigos e, junto com Dona Mariquinha, que havia regressado à colônia por que achou uma bobagem ter partido, abriu uma nova escola para todos que quisessem aprender a cantar com alma, como lhe ensinou sua querida e inesquecível amiga, a fada Douradinha.


FIM