Tenho o hábito de todo final de ano escrever minhas resoluções para o ano que virá. Adquiri esse hábito há alguns anos atrás por sugestão de uma amiga muito querida. Procuro escrever coisas que acredito possíveis de se realizar, assim conservo minha sanidade mental. Quando chegou o final de 2007 fui buscar a minha folhinha no fundo de um bauzinho e a encontrei amassada e já um pouco amarelada. Quando li o que havia escrito, dei risada. Eu sempre rio das coisas que escrevo quando as releio depois de algum tempo. Não é um riso de deboche é que as vezes acho graça. Tenho diários de quinze anos atrás e volta e meia dou uma olhada neles. As vezes me reconheço, outras não. Faço balanço, penso que perdi coisas e que ganhei outras, mas entre perdas e danos, gosto de poder me espiar, ser voyer de mim mesma. É divertido, por isso, a graça. Bem, quanto as resoluções, realizei algumas coisas e outras não consegui AINDA. Não fiquei muito triste, só um pouquinho, pois sei que vou tentar novamente até conseguir. Foi assim com o apartamento. Há oito anos escrevo: comprar um apartamento. Idéia fixa desde que tive meu primeiro filho e no ano passado entrei dezembro no meu apartamento. Fiquei literalmente em estado de graça. Acordava de manhã, seis, sete horas e ficava olhando para as paredes e pensava: consegui, consegui!Quem passou por isso sabe exatamente do que estou falando.
Sinto que uma nova porta se abriu. Antes não me arriscava muito pra fazer as coisas, pois pensava primeiro no apartamento, agora isso já é real e posso focar minha energia em outras direções. Basta ter fé e ir atrás e é o que vou começar a fazer já.
Beijos,
Zanza