
Ao fazer compras no mercado o caixa me perguntou: quer nota-fiscal paulista? Respondi que sim e ele continuou: qual o seu CPF? Tentei responder, mas simplesmente não conseguia lembrar dos números que insistentemente informo quando vou às compras. Deu branco total. O caixa, impaciente, me perguntou de quantos em quantos números eu decorava. Ao responder que eram de dois em dois, ele aproveitou pra me dizer que era por isso que eu não me lembrava, que CPF se decorava de três em três números. Olhando pra ele fiquei pensando na infinidade de números e senhas que a gente tem que decorar: é senha de banco, é letra de acesso, é senha na internet, é senha do cartão dos filhos, é senha pra acessar o computador no trabalho,senha, senha, senha. É uma loucura.Há gente nascendo o tempo todo e a necessidade de identificação, até para nossa segurança se faz necessário, mas são tantos números e senhas que daqui a pouco os bebês sairão do hospital com código de barra.Há tantas coisas interessantes, belas e poéticas para ocupar nossas mentes, que acho um desperdício deixar tanto espaço pra números e senhas. Ô coisa irritante! E você? O que te irrita? Deixe seu comentário!
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