
A maternidade é sem dúvida nenhuma um prazer que se renova a cada dia. É um exercício diário pra se praticar com amor e desprendimento. Adoro estar com meus meninos, olhar pra eles, contar histórias, ouvir as histórias deles, apresentar o mundo pra eles, acalentá-los, ampará-los e vê-los crescer. Não é simples, mas com amor, sinceridade e gratidão tudo se ajeita. Digo gratidão, pois sou mesmo muito grata por ter tido a oportunidade de vivenciar essa experiência. Muitas não conseguem ou não podem, como minha irmã Val. Seu sonho era ser mãe, lutou muito por isso e depois de muitos anos conseguiu realizá-lo. Teve uma filha linda, mas não pode segurá-la em seus braços. Partiu antes pro infinito, onde dormem os justos. Ainda na uti neo-natal, com a solidariedade da enfermeira de plantão, segurei aquela menininha frágil e prematura nos braços. Abracei-a com um carinho como se pudesse protegê-la de tudo que viria pela frente e sussurei em seus pequenos ouvidos que cantaria para ela canções que eu sabia que sua mãe lhe cantaria se estivesse ali. Foi um momento muito marcante da minha vida. Daqueles que ficam congelados em nossa memória. Sua filha, sonho de qualquer mãe e minha afilhada, segue hoje pela vida, ao lado do pai, levando em seus traços e modos, o jeito indiscutível de minha eterna irmã amada. As vezes, quando olho para os meus meninos lembro-me de minha irmã e sinto gratidão pelo milagre de ter podido carregar um filho nos braços. Ela, que saiu do Paraná no meio da noite e veio pra São Paulo numa visita surpresa na maternidade quando tive meu primeiro filho. Fez de tudo pra estar presente nesse momento tão especial da minha vida. Passou uma noite comigo no hospital e olhava pro meu filho num estado de felicidade indescritível, sem saber que já carregava em seu ventre o maior dos seus sonhos. Era divertida, brincalhona, alto-astral, doce, paciente e amava crianças, motivo que a levou ao magistério e a sua paixão por ensinar. Com todas essas qualidades achei que era a pessoa ideal para batizar meu filho e quando a convidei, ela ficou extremamente emocionada. Mas isso infelizmente não aconteceria, pois seis meses depois, um dia após a realização do chá de bebê de sua menina, tudo se precipitaria deixando marcas eternas em nossas vidas. A dor foi lancinante e me levou a uma depressão que sem a ajuda de Deus e dos familiares eu não suportaria. Foi meu bebê e a fé em uma força maior que me fez superar toda a dor. Sei que a luz dela acompanha meus passos nessa caminhada que é a maternidade e tenho vontade de fazer sempre o melhor para honrá-la no desejo que infelizmente não pôde vivenciar. Val, meu eterno amor.
oi zanza que linda essa homenagem pra valkiria amei muito,e fico muito feliz em saber que vc se tornou essa mulher linda e com uma familia maravilhosa,,beijos vou seguir seu blog com muito carinho!!!!
ResponderExcluir