CURUMIM

Este blog é dedicado ao universo maravilhoso e às vezes um tanto àrduo da maternidade. Mães, pais, amigos, tios, avós, padrinhos, primos ou simplesmente pessoas que amam crianças e valorizam a infância, estão convidados a sugerir, opinar, discordar, comentar e compartilhar essa experiência.

Peço clemência aos patrulheiros da língua portuguesa pelos erros que virei a cometer e solicito generosamente que vejam além deles.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Diversidade do ser




Outro dia, meu filho Dominique chegou da escola falando da beleza dos olhos claros de uma amiga. Me faz saber que gostaria muito de ter olhos claros e pensando nisso resolvi escrever um texto que valorizasse a beleza como ela se apresenta.


OLHOS CASTANHOS

- Mãe, eu não queria ter olhos castanhos, revelou Clarinha com um muxoxo. Queria ter olhos azuis como os da Paulinha e do Rafael. São tão bonitos.
Clarice olhou surpresa para a filha:
- Mas Clara, seus olhos são lindos!
- Eu não acho eles assim tão bonitos, podiam ter uma corzinha diferente.
Percebendo que não conseguiria convencê-la facilmente, Clarice resolveu lhe narrar uma história que sua avó, Alaydes, havia lhe contado há muito tempo atrás, quando ainda era menina.
Deus, um grande artista, sempre adorou as cores, por isso coloriu tão lindamente as coisas do mundo. Quando criou os homens percebeu que poderia colocar em uma pequena parte dos seus corpos, os olhos, algumas de suas cores preferidas. Então do imenso azul do céu retirou um pedacinho e coloriu os olhos de alguns homens. Não iria fazer falta.
Do verde das florestas do mundo, retirou outro pedacinho e deu a outros homens. Da noite escura, que nos permite ver a beleza da lua e das estrelas um outro pedacinho foi tirado e, então, o negro da noite foi parar nos olhos de alguns homens.
Clarice foi então interrompida pela ansiedade de Clara:
- E os olhos castanhos, mamãe, de onde Deus tirou essa idéia?
- Ah! Deus pensou e pensou e lembrou-se da Terra, da nossa mãe terra, do solo marrom de onde germina a vida e brota a semente a fruta e a flor e retirou um pedacinho para colorir os olhos dos últimos homens.
Aí, Deus se alegrou imensamente do trabalho que havia feito e da variedade de cores que teriam os olhos dos homens.
Clara, que a tudo ouvia sem piscar, abraçou sua mãe e com emoção revelou que também estava alegre e que daquele dia em diante teria muito orgulho dos seus lindos olhos castanhos.

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