
Dia 15 de janeiro fará um ano que me separei. Muitas coisas aconteceram desde então, mas o maior desafio está sendo olhar o mundo sem um parceiro do lado. A gente se acostuma com a presença do outro, compartilha a vida, as questões, os conflitos, os problemas, a educação dos filhos e de repente, nos vimos só. Quando penso em solidão penso que a pior que existe não é aquela que se vivencia sozinha, mas aquela que mesmo acompanhados nos sentirmos absolutamente sós.O referencial de casamento que tenho é o dos meus pais, Alaydes e Luiz, que ficaram juntos por vinte e sete anos e só se separaram devido a morte prematura de meu pai. Eram muito parceiros e felizes, o que pode trazer algum espanto já que o casamento deles, nos idos dos anos 50, foi "arranjado". Minha mãe dizia que o amor veio com a convivência e depois de sua morte nunca quis se casar novamente. Dizia que tinha nascido para amar apenas um homem. Quase impossível então não ter uma visão positiva e até romântica sobre o assunto. Mas a realidade, o dia a dia é bem diferente. Em meu casamenteo fui muito feliz em vários momentos e em outros fui infeliz e na somatória para não subtrair resolvi dividir, cada um para o seu lado. Ainda assim essa lucidez não me impede de pensar : cara, ele não tá mais aqui. Eu ainda me espanto. Mas assim é a vida e desejo a ele e a mim toda a felicidade que pudermos suportar.
As primeira foto é do casamento de meus pais e a segunda do casamento de meu irmão Nilson 23 anos depois.
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