Sempre que estou triste ou vivenciando momentos difíceis sinto uma necessidade fundamental de escrever. É minha forma de exorcisar meus fantasmas, minhas dores, minhas inquetações, entender meu caos interno. A leitura é outro refúgio da minha alma. Agora que estou de férias da faculdade poderei também dar vazão a esse outro hábito que me delicia: viajar pelas páginas de alguns livros que não tive tempo de ler nesse início de ano, como O Menino do Pijama Listrado, A Cabana, entre outros. Antônio Candido diz que a literatura ajuda a organizar o nosso caos interno, pois é assim que me sinto a cada página dos livros que criteriosamente escolho para ler. Minhas noites estarão livres até agosto, quando minhas aulas recomeçarão, e enquanto isso, vou organizar meu tempo para fazer coisas diferentes e interessantes. Gosto de férias, mas também gosto do movimento, do ambiente, da energia que a faculdade exige. Tive oportunidade de conhecer professores talentosos, fiz amigos interessantes e conheci pessoas diferentes. Relacionamento é algo que exige energia, demanda dedicação, generosidade, mas gostar de gente é o primeiro passo nessa empreitada. E isso eu gosto. Gosto de trocar idéias, discutir temas, ouvir histórias. Adoro andar na rua e pegar rabo de conversa. Fico imaginando como são os protagonistas das histórias, o que fazem, o que pensam, se amam, se são amados.
A vida me inspira, meus meninos, Dominique e Bernardo me inspiram, me botam pra frente, me fazem ter energia pra seguir adiante. Vou aproveitar essas férias e me dedicar a eles e aos meus quereres. Ontem fui ao cinema sozinha. Adoro essas fugas. Fazer algo que me dá prazer e sem ter que partilhar esse momento com alguém pra se sentir bem, feliz ou livre é maravilhoso. Apesar que, liberdade integral depois da chegada dos filhos é difícil, ainda mais quando são tão pequenos como é o caso do Bernardo, com três anos. A culpa sempre acompanha a gente, mas a vida passa e os meninos crescem, portanto não dá pra deixar de fazer as coisas que gostamos por conta deles, afinal mães felizes e que se atentam às suas próprias necessidades exercitarão com mais intensidade e plenitude o papel da maternidade.
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